A Neuropedagogia Sistêmica e a emoção como ferramentas de aprendizagem

Tempo de leitura: 4 minutos

Nem sempre a causa para as dificuldades de aprendizagem são os transtornos cognitivos. Saiba como a Neuropedagogia Sistêmica entende a influência das emoções

Por que o aluno não aprende? Essa pergunta pode ter muitas respostas, e as causas variam desde fatores de etiologia biológica, problemas relacionados à percepção e interação social ou transtornos emocionais, entre outras possibilidades.

 

A Neuropedagogia Sistêmica apresenta alternativas promissoras para abordá-las e neste post trataremos de um aspecto específico: a emoção como ferramenta de aprendizagem. Continue a leitura!

A importância das emoções no processo de aprendizagem

Embora nos orgulhemos do fato de que o ser humano é um "animal racional", a verdade é que as emoções são a verdadeira base para muitas de nossas ações. Elas atribuem significado aos estímulos exteriores e interiores do organismo, causando reações que vão do medo ao prazer, do trauma à autorrealização.

 

Na busca pela realização de seus objetivos, os seres humanos buscam situações que promovem a sensação de bem-estar e autocompetência. Por outro lado, tendem a evitar ambientes ou atividades que provocam emoções contrárias a essas, chegando a criar traumas e bloqueios.

 

É nesse ponto que se estabelece a principal relação entre as emoções e a aprendizagem. À medida em que a família, a escola e qualquer outra instituição que tem a função de ensinar consegue dar ao indivíduo a sensação de sucesso e adequação, ele reage de forma favorável a esses estímulos. A construção do conhecimento se torna mais fácil e prazerosa, predispondo-o  a outras experiências bem-sucedidas.

 

Por outro lado, quando a abordagem pedagógica dessas instituições evoca as sensações de fracasso, mágoa, ridicularização e frustração, o indivíduo tende a se sentir esmagado e impotente. Seu desempenho é altamente prejudicado no episódio em questão e existe a possibilidade de influenciar sua atitude frente à aprendizagem ao longo da vida.

Como a Neuropedagogia Sistêmica trata as emoções

A Neuropedagogia Sistêmica reúne três áreas distintas do conhecimento — Neurociências, Pedagogia e Pensamento Sistêmico — para potencializar a aprendizagem. Por isso, um de seus objetivos é compreender profundamente como funciona o Sistema Nervoso do ser humano e de que forma ele interfere na construção do conhecimento.

 

As pesquisas realizadas pela Neuropedagogia Sistêmica mostram que a responsabilidade sobre a aprendizagem do indivíduo não é exclusiva de seu aspecto cognitivo. Ela entende que o cérebro organiza-se em três eixos diferentes para alcançar esse objetivo. Trataremos desse conceito de forma um pouco mais abrangente para facilitar a compreensão desse princípio.

 

A Neuropedagogia Sistêmica entende o bom resultado na aprendizagem depende da operação conjunta e hierárquica de três eixos do cérebro: de baixo para cima, de trás para a frente e da direita para a esquerda. Como neste post o foco é a importância da emoção, trataremos apenas do primeiro eixo.

 

A maturação neuronal do cérebro não acontece aleatoriamente. A Neurociência nos mostra que ela segue a seguinte ordem:

  1. começa pelo tronco cerebral — parte de baixo, cérebro reptiliano: responsável por comandar o organismo no que se refere à nossa sobrevivência (respiração, batimentos cardíacos, reprodução, autodefesa, medo, fome e fuga);
  2. prossegue pelo sistema límbico — cérebro paleomamífero: responsável pelas emoções;
  3. finalmente, alcança o neocórtex — cérebro neomamífero: área superior do cérebro, responsável pelas funções cognitivas superiores (fala, compreensão, leitura, solução de problemas, tomada de decisão, criatividade, pensamento crítico).

 

Como dissemos anteriormente, existem ainda outros dois eixos. Porém, a compreensão desse único aspecto já mostra um padrão de funcionamento cerebral. A instituição educacional falha quando foca suas ações apenas na área cognitiva, ignorando os substratos que embasam a aprendizagem.

 

Portanto, a Neuropedagogia Sistêmica entende que as emoções positivas mobilizam as competências funcionais cerebrais. A resposta, nesses casos, é a curiosidade, motivação e desejo de enfrentar o desafio e progredir rumo à autorrealização.

 

Por outro lado, o educador precisa ficar atento à sua intervenção para evitar situações que provocam as sensações de ameaça, angústia, tensão e medo, que inibem a aprendizagem.

Enfim, a Neuropedagogia Sistêmica pode contribuir de diversas formas para ressignificar o processo de construção do conhecimento. Uma delas é mostrando a importância das emoções e maneiras eficazes de gerenciá-las na sala de aula.  

 

Gostou do conteúdo? Quer entender melhor como a Neuroeducação está revolucionando a prática pedagógica? Continue no blog e confira o post sobre esse tema.

 

======================================================================

 

palavra chave:

Neuropedagogia Sistêmica

 

======================================================================

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *