Cresce a Importância do Neuropsicopedagogo na Escola

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Entenda qual é a importância do neuropsicopedagogo na escola e como ele pode contribuir para reverter o insucesso educacional

Quando se fala em fracasso escolar, geralmente pensamos nas estatísticas de reprovação e evasão de alunos do sistema de ensino. Porém, os resultados de avaliações oficiais mostram que o problema é muito mais profundo e que é necessário repensar a prática pedagógica em busca de soluções eficientes. Nesse contexto, o neuropsicopedagogo tem um papel de extrema importância na escola e sua atuação é um dos requisitos para mudar essa triste situação.

Quer entender por que esse profissional é tão importante e de que modo ele pode ajudar a escola a implementar práticas que possibilitam o sucesso dos alunos? Continue a leitura e descubra a resposta!

O fracasso do sistema educacional

Embora estejam sujeitos a interpretações variadas, os números não mentem. Por isso, as estatísticas referentes ao ensino no Brasil mostram um quadro de evidente insucesso educacional. Além dos alunos com transtornos de aprendizagem, egressos e reprovados, mesmo os estudantes que transcorrem o Ensino Básico sem grandes dificuldades demonstram que saem do sistema sem o conhecimento necessário para a continuidade de sua formação.

 

Embora essas afirmações pareçam pessimistas, as estatísticas mostram essa realidade:

  • 70% dos alunos terminam o Ensino Médico com nível insuficiente em Português e Matemática;
  • no último Pisa, dentre os 70 países participantes o Brasil ficou em 59° lugar no desempenho em leitura, sendo que o desempenho em Matemática (65° lugar) e Ciências (63° lugar) foi ainda pior;
  • em 2017, as médias nas provas objetivas do ENEM não passaram de 519 pontos, em um total de 1000. Portanto, é um desempenho abaixo de 60% — o mínimo aceito para a aprovação na maioria das escolas.

A importância do neuropsicopedagogo no combate ao insucesso educacional

Esses números deixam claro que o nosso sistema educacional tem dificuldade para ensinar a maioria dos alunos e não apenas uma pequena parcela com transtornos de aprendizagem. Por isso, é preciso abrir espaço para que o neuropsicopedagogo intervenha nesse processo e ajude as instituições a reformularem sua prática pedagógica.

O neuropsicopedagogo tem o conhecimento essencial para contribuir de forma decisiva nesse processo de transformação. Ele sabe que, quem ensina, ensina um "alguém". Portanto, o docente precisa ajustar o seu modo de ensinar à melhor forma de como esse "alguém" aprende. E a área que traz o conhecimento necessário para identificar as melhores práticas é justamente a Neurociência.

Diante desse cenário, o neuropsicopedagogo tem várias responsabilidades. Vamos abordar as principais:

 

1. Desmistificar a questão do insucesso escolar

Como vimos nas estatísticas, o insucesso escolar não atinge apenas um segmento mínimo dos alunos. Ele se manifesta de maneira ampla, porém em graus diferentes. Portanto, trata-se de um problema que precisa ser combatido de maneira sistêmica e não por simples ações pontuais.

 

2. Ajudar a escola a assumir sua responsabilidade no insucesso educacional

Até hoje, de alguma forma, o sistema costuma atribuir a razão do insucesso educacional ao estudante. Isso pode acontecer de forma direta ou indireta. No primeiro caso, o aluno é responsabilizado por "não querer saber de nada". Existem ainda outras formas de responsabilizá-lo: evocando seus transtornos de aprendizagem, a falta de colaboração da família etc.

É preciso entender que todos os elementos envolvidos no processo educacional têm, de alguma maneira, sua cota de responsabilidade. O desempenho escolar geral mostra que, para cada transtorno de aprendizagem apresentado pelos alunos, a instituição de ensino tem outros tantos "problemas de ensinagem". Reconhecer essa realidade é o primeiro passo para a mudança, e o neuropsicopedagogo deve ajudar nessa conscientização.

 

3. Partilhar seu conhecimento neurocientífico

As escolas não têm simplesmente um grupo de alunos — elas precisam lidar com neuroaprendizes. Afinal, esse grupo responde aos estímulos ambientais com a estrutura oferecida por seu Sistema Nervoso.

O neuropsicopedagogo tem o papel de ajudar os docentes a entenderem o funcionamento desse sistema e a prepararem suas aulas para estimular o cérebro de forma eficaz. O sucesso depende do respeito ao processo neurobiológico da aprendizagem.

A Neurociência transforma a prática pedagógica. Aí sim, teremos uma parcela reduzida de casos excepcionais, cuja condução e recomendação de tratamento por equipe multidisciplinar também deve ser orientada pelo neuropsicopedagogo.

 

Entendeu por que o trabalho do neuropsicopedagogo é tão importante na escola? Quer saber como a Neuroeducação está revolucionando a prática pedagógica? Continue no blog e confira o post!

 

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